Fim

0

Destrói-me,
O facto de não ser forte.
Corrói-me,
O facto de não recear a morte.
 
Uma outra vida,
O mesmo dilema:
Quão difícil é sarar uma ferida
Quando existir se torna um problema?
 
Um corpo vazio,
Trivial,
Sem esperança nem brio,
Perante um tormento ancestral.
 
De coração frio
Encaro assim o próprio Mal.
 
Estrangulada pela lucidez,
Suspirarei uma última vez.

Sobre mim

"Sou pessoa, Forte e cobarde animal. Grito até que a alma me doa, Clamor de um pecado capital. […] Sou o que nunca fui, Tornei-me no que jamais serei. Nova calamidade que assim flui, Senil promessa que não quebrarei. Sou pessoa, Fútil ser onde o coração ecoa."

0 comentários: