Infância roubada
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Maria era uma criança.
Sonhava ser princesa.
Acreditava que a bonança
Provinha de uma vela acesa.
Maria era forte,
Tinha a força de cem
(Foi uma questão de sorte
Ela sair à mãe).
Maria rezava
Todos os dias, ao anoitecer;
Pouco falava
Mas tinha sempre muito a dizer.
Maria gostava de correr,
Alcançar o fim do prado,
De braços abertos, sem nada temer,
Imaginando-se um ser alado.
Maria estava doente.
Ninguém sabia.
Maria chorou, indiferente,
Desconhecendo para onde iria.
Sem nada pedir,
Maria viveu feliz;
Fez os outros sorrir,
Foi tudo o que ela sempre quis.


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