#148: Vade retro

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Vade retro, Satanás!
Tu e os teus escravos,
Com o seu apetite voraz
Perante a queda dos bravos;

Perante o calar das vozes
Vencidas pelo cansaço
E pelos olhares ferozes
Lançados a cada passo.

Podes cegar os invejosos
Por mero prazer,
Mas serão esses castigos penosos
Que nos farão reerguer.

Sobre mim

"Sou pessoa, Forte e cobarde animal. Grito até que a alma me doa, Clamor de um pecado capital. […] Sou o que nunca fui, Tornei-me no que jamais serei. Nova calamidade que assim flui, Senil promessa que não quebrarei. Sou pessoa, Fútil ser onde o coração ecoa."

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