#11: Boca do inferno

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O peso nos ombros
De uma luta que foi em vão;
Um ressurgir dos escombros,
Onde reina a aflição.

Sem saída,
Sem esperança.
O ódio deixa a alma apodrecida,
Repetindo a penosa lembrança.

Nada se esquece,
Nada é eterno.
A incerteza enlouquece,
Faz de nós prisioneiros no inferno.

Sem glória,
Sem valor.
Apenas uma razão aleatória
Nos faz seguir com fulgor.

Sobre mim

"Sou pessoa, Forte e cobarde animal. Grito até que a alma me doa, Clamor de um pecado capital. […] Sou o que nunca fui, Tornei-me no que jamais serei. Nova calamidade que assim flui, Senil promessa que não quebrarei. Sou pessoa, Fútil ser onde o coração ecoa."

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