Sem nome

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Um monstro sem destino,
O desejo de sangue;
Puro e sedento assassino
Que me deixou exangue.
 
Terno amor que me roubou
Sem qualquer piedade,
Na luta por um Mundo que acabou
Com o significado de igualdade.
 
As palavras pesadas
Que outrora faziam meu corpo tremer
Não são mais que lembranças despertadas
Nas trevas do anoitecer.
 
Perdi a esperança,
A vontade de viver,
Prometendo a mim mesma a vingança
Que nunca viria a ter.
[…]

Sobre mim

"Sou pessoa, Forte e cobarde animal. Grito até que a alma me doa, Clamor de um pecado capital. […] Sou o que nunca fui, Tornei-me no que jamais serei. Nova calamidade que assim flui, Senil promessa que não quebrarei. Sou pessoa, Fútil ser onde o coração ecoa."

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